Amor eterno, amor verdadeiro: Ben Howard

Ok, ok. Eu admito: não tenho disciplina. Vivo sumindo, hahaha! É que tem um monte de coisa acontecendo, uma outra hora eu conto pra vocês, talvez. E sim, o post de hoje também é sobre música.

Então. Dia desses eu fui no aniversário de uma amiga. Conversa vai, conversa vem, começou a tocar Call Me Maybe e eu disse a uma outra amiga que não gostava muito dessa música. Daí, no outro dia, ela me mandou um link com um cover que mudou completamente minha opinião:

Gente, o que é ISSO? Vocês notaram como esse homem conseguiu dar uma conotação completamente diferente à música? É outra coisa! É incrível! A voz dele é suave, e é completamente amável o jeito que ele sorri enquanto canta. Pois bem, decidi que eu precisava saber mais sobre esse tal de Ben Howard.

Ele nasceu em West London em 1987 e lançou o primeiro cd, Every Kingdom, ano passado. É uma delícia de ser ouvido, e vocês podem encontrar pra baixar facilmente. Porém, eu acho que Ben Howard é daquele tipo de artista que soa melhor ao vivo do que no estúdio. O que prova que ele é muito bom, porque hoje em dia quase todo mundo vive de playback….

Acho que essa é a música dele que eu mais gosto (é difícil dizer). Não é maravilhoso? Me diz se você consegue não sorrir ouvindo isso! Ben Howard me proporciona uma sensação gostosa de calma, mas ao mesmo tempo me faz parar e refletir, dá pra entender? Eu acho que ele promete. Sério, eu realmente acho que ele deve ser apreciado. Ben Howard é um homem em mil.

E, para finalizar, uma daquelas músicas inquietantes, e ao mesmo tempo, serenas:

Beijos!

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Born and Raised (ou o porquê de eu gostar tanto do John Mayer)

Nem sei dizer há quanto tempo ouço John Mayer. Acho que o conheci em meados de 2009, mas não tenho certeza. O que sei é que desde o ano passado que ele é presença contínua na lista dos mais tocados do meu iPod. Quando eu passei por um período difícil, eu escutei muito o Continuum. Slow Dancing In a Burning Room virou meu hino diário. John Mayer me entendia, me confortava, me fazia feliz com suas músicas tristes e bonitas (e até mesmo com as engraçadinhas, hehe).

Por isso tudo é que eu fiquei MUITO na expectativa para Born and Raised. Quando o lançamento do álbum foi adiado por causa do granuloma que ele teve, eu fiquei triste. Mas dia desses eu me peguei ouvindo o álbum inteiro no Youtube, e gostaria de fazer algumas considerações:

  • Ele não parece nada com nenhum outro álbum que ele já lançou;
  • Há influências ali que eu nunca pensei que poderia ouvir numa música dele;
  • É um dos melhores discos que ele já fez. (Para mim, perde apenas para o próprio Continuum).

 

São desabafos. Desabafos de um cara que simplesmente cansou do esteriótipo que lhe deram. Desabafos de um cara que só queria poder se reinventar sem soar falso. E ele consegue. É um álbum que fala sobretudo do homem John Mayer, onde ele se mostra arrependido de algumas atitudes que tomou ao longo dos anos. Ele diz querer que Born and Raised evoque nas pessoas o sentimento de um cowboy tranquilo sentado em um campo aberto tocando seu violão perto de uma fogueira. E é isso que ele traz pra mim, exatamente isso. Uma gaita tranquila, um violão suave, uma voz melodiosa. O clipe de Shadow Days é um resumo disso, uma confissão quase vomitada, em que ele diz que “É um bom homem, que passou por um tempo ruim e teve um começo difícil” (tradução livre). É bonito. É puro.

Essa mudança no estilo dele (pra quem estava acostumado com o John Mayer cantador de músicas de amor ou o John Mayer guitarrista de blues, é uma mudança bem brusca) e esse tom confessional me fizeram achar que essas músicas são, sim, convincentes. Você quase se põe no lugar dele.

Obrigada, John, por tardes de trabalho mais divertidas.